PEC DA BLINDAGEM OU DAS PRERROGATIVAS? A CÂMARA DOS DEPUTADOS DIALOGOU E SE UNIU DE NOVO?

PEC DA BLINDAGEM OU DAS PRERROGATIVAS? A CÂMARA DOS DEPUTADOS DIALOGOU E SE UNIU DE NOVO?

No dia 17 de setembro, a Câmara dos Deputados aprovou, por ampla maioria, a chamada PEC da Blindagem, também referida por parte dos parlamentares como PEC das Prerrogativas. A proposta segue agora para o Senado Federal.

RESUMIR COM:

A PEC foi aprovada com votos de diferentes bancadas, inclusive de partidos que costumam divergir publicamente entre si, o que ilustra como, em temas de interesse corporativo do próprio Legislativo, as diferenças ideológicas tendem a ceder espaço a interesses de grupo.

Para os parlamentares que a defendem, a proposta busca reforçar a independência do Poder Legislativo em relação ao Judiciário, criando novos requisitos constitucionais para que deputados e senadores possam ser processados criminalmente.

Em síntese, a proposta prevê que, para processar o parlamentar, ainda que por crime comum, é necessária autorização por maioria absoluta da Casa Legislativa a que ele está vinculado, em votação secreta, dentro de um prazo determinado contado do recebimento da ordem emitida pelo Supremo Tribunal Federal. A PEC também disciplina a suspensão da prescrição durante esse período e estabelece regras semelhantes para casos de prisão em flagrante e para a imposição de medidas cautelares contra parlamentares.

O tema é objeto de intenso debate público, com posições favoráveis que destacam a proteção ao exercício do mandato parlamentar e posições contrárias que veem na proposta um enfraquecimento dos mecanismos de responsabilização de parlamentares. A discussão segue agora no Senado Federal, onde a proposta poderá ser mantida, alterada ou rejeitada.

Sobre o autor
Sócio Pós-Doutor em Democracia e Direitos Humanos pelo IGC – Universidade de Coimbra (2020). Doutor (2017), Mestre (2007) e Master Of Law (LLM) em Direito Público (2005) pelo Centro Universitário de Bauru – Instituição Toledo de Ensino – ITE. Professor de Processo Civil junto à ITE. Membro do Instituto Brasileiro de Direito Processual – IBDP. Presidente da 25ª Subseção da OAB/SP (2013/2018). Membro Fundador da Academia Botucatuense de Direito. Autor de livros e artigos publicados em diversas revistas especializadas.

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